Eu não sei como me defender se não me sobra tempo nem pra amarrar os sapatos, então eu levanto o tapete e deposito mais um dia em minha coleção de retalhos, uma moldura desbotada, uma vida contada em pontos ligados através de traços.
Parei de olhar em todos os vidros, de me entregar a todos os vícios, como se a sorte, de passagem fosse ver e me prestar algum serviço, me permitir gozar de algum beneficio, e sair desse circo dos horrores pela porta da frente, livre dos medos, dos freios, dessa eterna dor de dente...
Espio um meio seguro, com o canto do olho de um lugar no subúrbio da minha história, uma parte restituída dos meus lapsos de memória, e o que vem no segundo posterior, como já se sabe, não mais demora, pra quem espera algum manifesto de compreensão foi dado o sinal, essa hora é agora.
(Rafinha)
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
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