Por que faz isso comigo?
Quer minha vida inteira
Mas não deixa eu colar os cacos da tua.
Você gosta de tirar meu sono.
Meu cinzeiro esta cheio de memórias suas.
Tento acreditar que não faz por mau.
Mas as vezes mesmo sendo a última
A esperança ainda morre.
Concerteza leva um pedaço meu.
Inútil me sinto agora.
Ignorante vejo sua vida passar la fora.
Não quero te perder para uma memória mal escrita.
As vezes eu penso em deixar cair.
Fechar os olhos e soltar sua mão.
Mas o que é o pensar perto da angustia da vontade.
Você não entende a minha qualidade moral particular.
Meu corpo inteiro grita
Minha voz ecoa por todas as paredes dessa casa.
Será que ela esta bem?
Tentar te salvar é uma de minhas virtudes...
(Lelê)
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Gaveta do Passado
Hey você!
Lembra como as coisas eram?
Lembra como você sorria?
Não importa onde estava.
Você queria sempre mais.
Tirava sarro dos limites.
Não tinha medo de envelhecer.
Mal sabia se amanha iria chover.
Tudo que queria bastava ser.
Tudo que sentia bastava tocar.
Você fazia com que funcionasse.
A virtude o fazia rebelde.
você lembra como o tempo não fazia diferença?
A vontade de crescer era incontestável.
Sonhos de veludo.
Sua vida era lúdica.
Sua vitória era tão macia.
Seus pais ainda não usavam seu nome
Você era muito mais claro.
Mil vezes mais Simples.
Teu olhar não tirava meu sono.
Seu lábio não tinha sangue.
Nem conhecia o cheiro da vingança.
Mas uma coisa você tinha certeza.
Que um dia iria me procurar.
Você sabia que não conseguiria me desprezar.
É difícil lutar sozinho né?
Você não imaginava que sua única chave seria você mesmo.
Nem que um dia precisaríamos ter essa conversa.
Mas isso não importa.
Estarei com você.
Até que a morte nos separe.
(Lelê)
Lembra como as coisas eram?
Lembra como você sorria?
Não importa onde estava.
Você queria sempre mais.
Tirava sarro dos limites.
Não tinha medo de envelhecer.
Mal sabia se amanha iria chover.
Tudo que queria bastava ser.
Tudo que sentia bastava tocar.
Você fazia com que funcionasse.
A virtude o fazia rebelde.
você lembra como o tempo não fazia diferença?
A vontade de crescer era incontestável.
Sonhos de veludo.
Sua vida era lúdica.
Sua vitória era tão macia.
Seus pais ainda não usavam seu nome
Você era muito mais claro.
Mil vezes mais Simples.
Teu olhar não tirava meu sono.
Seu lábio não tinha sangue.
Nem conhecia o cheiro da vingança.
Mas uma coisa você tinha certeza.
Que um dia iria me procurar.
Você sabia que não conseguiria me desprezar.
É difícil lutar sozinho né?
Você não imaginava que sua única chave seria você mesmo.
Nem que um dia precisaríamos ter essa conversa.
Mas isso não importa.
Estarei com você.
Até que a morte nos separe.
(Lelê)
Sobrevivo
Sempre passa perto
entre o sim e o não
Talvez passe depressa
O que resta?
O que sempre detesta
Depressa, passa rápido
Se esquiva, encolhe
E o que escolhe?
Relaxa e senta
Puxa e pensa
Na mesa papéis
Endereços infiéis
Sera que eu encontro?
o que tira o incomodo
ou vou acabar achando
outro corpo
embaixo dos escombros
Desencana desse ponto
Hoje Percisto em seguir
Desconheço o medo
Creço no descompasso do travesso
Por eles não abaixo a minha guarda
Por eles morro na batalha
Desagua rio de incertezas
Dessa mesa so levo o retrato
Que de fato foi o pouco que sobrou
Mas é desse quinhão que eu preciso
Pra correr o risco
De acender a fagulha
De saber se a veia aguenta
Fugir da agulha
Mas se ela voltar?
Eu bato, rebato
Tranco, reluto
Desligo o ceular, deixo o telefone mudo
Acendo o cigarro, dou um trago
O estrago nao vai ser tão amargo
Apago o que escrevi em desespero
E espero que comemorem esse enterro
Pois dessa eu tenho que sair inteiro
Deixo aqui minhas sinceras desculpas
Por um dia ter desistido da luta.
(Lelê)
entre o sim e o não
Talvez passe depressa
O que resta?
O que sempre detesta
Depressa, passa rápido
Se esquiva, encolhe
E o que escolhe?
Relaxa e senta
Puxa e pensa
Na mesa papéis
Endereços infiéis
Sera que eu encontro?
o que tira o incomodo
ou vou acabar achando
outro corpo
embaixo dos escombros
Desencana desse ponto
Hoje Percisto em seguir
Desconheço o medo
Creço no descompasso do travesso
Por eles não abaixo a minha guarda
Por eles morro na batalha
Desagua rio de incertezas
Dessa mesa so levo o retrato
Que de fato foi o pouco que sobrou
Mas é desse quinhão que eu preciso
Pra correr o risco
De acender a fagulha
De saber se a veia aguenta
Fugir da agulha
Mas se ela voltar?
Eu bato, rebato
Tranco, reluto
Desligo o ceular, deixo o telefone mudo
Acendo o cigarro, dou um trago
O estrago nao vai ser tão amargo
Apago o que escrevi em desespero
E espero que comemorem esse enterro
Pois dessa eu tenho que sair inteiro
Deixo aqui minhas sinceras desculpas
Por um dia ter desistido da luta.
(Lelê)
Nostálgia Hidropônica
Adivinha,
Quem fazia tempo que não aparecia?
Estampado no rosto.
Onomatopéias do riso.
Verdades inconseqüentes.
Brusca noite extravagante.
Flui intensamente como antes.
Não consigo conter tanta ansiedade
Como não pude voltar aqui antes?
De pulo de gato a marotagem intuitiva.
Um curta metragem retrospectivo.
Coragem de escolher ser assim.
Liberdade incondicional de estar.
Hoje me desprendo do mundo.
Voracidade nas palavras.
Não vou fingir te esquecer.
Deixa pra amanhã.
Nosso filme não esta mais em cartas mesmo.
A lente não ofuscou nosso brilho.
Os demônios estão de folga.
(Lelê)
Quem fazia tempo que não aparecia?
Estampado no rosto.
Onomatopéias do riso.
Verdades inconseqüentes.
Brusca noite extravagante.
Flui intensamente como antes.
Não consigo conter tanta ansiedade
Como não pude voltar aqui antes?
De pulo de gato a marotagem intuitiva.
Um curta metragem retrospectivo.
Coragem de escolher ser assim.
Liberdade incondicional de estar.
Hoje me desprendo do mundo.
Voracidade nas palavras.
Não vou fingir te esquecer.
Deixa pra amanhã.
Nosso filme não esta mais em cartas mesmo.
A lente não ofuscou nosso brilho.
Os demônios estão de folga.
(Lelê)
Calcanhar de Cânhamo
A muito tempo eu engulo o amargo
Meu sangue ja não tem o mesmo gosto
O cigarro seca minha garganta
O álcool desequilibra o meu ego
Quando o fogo se apaga, perco a noção do tempo
Meu semblante Pálido ganha cor
Já não sinto mais meus pés no chão
Um leve desconforto se apodera dos meus ombros
E eu sinto
Eu vejo
Porque prefiro estar assim?
Longe DE TODOS
Perto DO FIM
Alto
Baixo
Doce CURTO E EXTREMO
Salgado MAR DA SALDADE
O que é importante quando não se quer mais?
Sujo DE DESGOSTO
Limpo DA VERDADE
Seco DE SABEDORIA
Molhado DE VINGANÇA
Qual é o preço a pagar?
Espasmos
Metáforas
Sede
Fome
quer saber?
Deixa queimar!
(Lelê)
Meu sangue ja não tem o mesmo gosto
O cigarro seca minha garganta
O álcool desequilibra o meu ego
Quando o fogo se apaga, perco a noção do tempo
Meu semblante Pálido ganha cor
Já não sinto mais meus pés no chão
Um leve desconforto se apodera dos meus ombros
E eu sinto
Eu vejo
Porque prefiro estar assim?
Longe DE TODOS
Perto DO FIM
Alto
Baixo
Doce CURTO E EXTREMO
Salgado MAR DA SALDADE
O que é importante quando não se quer mais?
Sujo DE DESGOSTO
Limpo DA VERDADE
Seco DE SABEDORIA
Molhado DE VINGANÇA
Qual é o preço a pagar?
Espasmos
Metáforas
Sede
Fome
quer saber?
Deixa queimar!
(Lelê)
Tiro Pela Culatra
Como você gosta desse lugar
Tudo impecável
Tudo em seu lugar
Como você consegue botar a cabeça no travesseiro e dormir
Como você pode ser tão egoísta
Como pode ser tao covarde
Acho que você não eperava que eu chegasse ate aqui
Na verdade acho que você torcia para eu chegar até onde cheguei
Só para poder me descartar
Só que eu cheguei
Mas não vim de mãos abanando
Te trouce um presente
Um presente do passado
Uma lembrança!
HAHA você está compreendendo meu sorriso
Acho que você encherga o brilho da jogada em meus olhos
Pensou que era só conversa fiada
Coitado
Sabe qual a fraquesa de um Valente?
O próprio covarde
O que você sempre tentou me tornar?
Risos...
Engraçado como teu semblante mudou de cor
Sinto cheiro de medo
Como você foi tão ingênuo
Depois de tudo que você me fez passar
Te vejo emplorando para eu nao sujar seu tapete...
(Lelê)
Tudo impecável
Tudo em seu lugar
Como você consegue botar a cabeça no travesseiro e dormir
Como você pode ser tão egoísta
Como pode ser tao covarde
Acho que você não eperava que eu chegasse ate aqui
Na verdade acho que você torcia para eu chegar até onde cheguei
Só para poder me descartar
Só que eu cheguei
Mas não vim de mãos abanando
Te trouce um presente
Um presente do passado
Uma lembrança!
HAHA você está compreendendo meu sorriso
Acho que você encherga o brilho da jogada em meus olhos
Pensou que era só conversa fiada
Coitado
Sabe qual a fraquesa de um Valente?
O próprio covarde
O que você sempre tentou me tornar?
Risos...
Engraçado como teu semblante mudou de cor
Sinto cheiro de medo
Como você foi tão ingênuo
Depois de tudo que você me fez passar
Te vejo emplorando para eu nao sujar seu tapete...
(Lelê)
Strange Day
Deixa assim
Você vai e vem
Sabe que sempre tem
Não consegue se segurar
Já ta aqui pensando em outro lugar
Nem sempre diz o que sente
Prefere aguentar sozinho
Tem medo de ferir seu bem
Não entende o que foi dito
Espero que um dia ouça
Espero que um dia veja
Espero que não desista
Espero que valha a pena
Amanhã nos encontramos
Pra tentar outra vez
O que me resta é acreditar
Que se um dia foi bom
Tudo tende a prosperar
(Lelê)
Você vai e vem
Sabe que sempre tem
Não consegue se segurar
Já ta aqui pensando em outro lugar
Nem sempre diz o que sente
Prefere aguentar sozinho
Tem medo de ferir seu bem
Não entende o que foi dito
Espero que um dia ouça
Espero que um dia veja
Espero que não desista
Espero que valha a pena
Amanhã nos encontramos
Pra tentar outra vez
O que me resta é acreditar
Que se um dia foi bom
Tudo tende a prosperar
(Lelê)
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Enjoy The Silence
Saudades de quando não conhecia você
Porque não te reconheço mais
Só vejo seus vultos espalhados pelos cantos dessa casa
Se essas paredes te contassem
Quanto sobra de mim quando você se vai
Se essas bitucas pudessem gritar
Cada vez que eu queimei o tempo esperando ouvir sua voz
Se essas janelas Vissem Quantas vezes
sussurrei seu nome ao vento
Talvez você desejaria estar aqui
Você esta me afogando em suas mentiras
Cada vez que não consigo entender suas atitudes
Não consigo respirar
Eu tinha um grande vazio
Na minha vida faltava uma nota... um timbre
Você cantou essa nota enquanto fechava meus olhos
Quando finalmente estava pronto pra voltar a enxergar
Você desafinou
Rompeu a ultima corda da minha guitarra
E o que sobrou foram apenas ecos
Que destoam no meu interior
Ecoam enquanto eu tento dormir
Isso me consome dia após dia
A lâmina na carne dói bem menos
Pior do que morrer, é ser morto por algo que deixou de existir
Pior do que deixar de existir, é nunca ter existido
(Lelê)
Porque não te reconheço mais
Só vejo seus vultos espalhados pelos cantos dessa casa
Se essas paredes te contassem
Quanto sobra de mim quando você se vai
Se essas bitucas pudessem gritar
Cada vez que eu queimei o tempo esperando ouvir sua voz
Se essas janelas Vissem Quantas vezes
sussurrei seu nome ao vento
Talvez você desejaria estar aqui
Você esta me afogando em suas mentiras
Cada vez que não consigo entender suas atitudes
Não consigo respirar
Eu tinha um grande vazio
Na minha vida faltava uma nota... um timbre
Você cantou essa nota enquanto fechava meus olhos
Quando finalmente estava pronto pra voltar a enxergar
Você desafinou
Rompeu a ultima corda da minha guitarra
E o que sobrou foram apenas ecos
Que destoam no meu interior
Ecoam enquanto eu tento dormir
Isso me consome dia após dia
A lâmina na carne dói bem menos
Pior do que morrer, é ser morto por algo que deixou de existir
Pior do que deixar de existir, é nunca ter existido
(Lelê)
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Sem Querer
Não é sempre que eu consigo dizer o que quero, não que eu não tente, os dias passam e as regras permanecem inalteradas mesmo em jogos diferentes. E assim segue cada qual pro seu lado, e a esperança de termos 10 anos de novo reflete, na janela embaçada, no transito parado, dentro do carro. Falta de mobilidade, queda-se inerte nossa vontade de agir, resgate, disque-denuncia, 190, o complexo do alemão, quantas noticias circulam, e a gente se agarra com força pra não ser levado no olho de nosso próprio furacão.
Jamais serei quem você pensou que eu fosse, não tenho respostas, não enfrento as perguntas, prefiro a bagunça a ter que organizar minhas dúvidas, lacunas, fagulhas, misturas, que alguém tenha piedade da minha falta de habilidade em digerir vossas lamúrias.
(Rafinha)
Jamais serei quem você pensou que eu fosse, não tenho respostas, não enfrento as perguntas, prefiro a bagunça a ter que organizar minhas dúvidas, lacunas, fagulhas, misturas, que alguém tenha piedade da minha falta de habilidade em digerir vossas lamúrias.
(Rafinha)
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Nada
Mais uma vez essa busca por nada, até quando o nada?
Chegou outro dia, deitou no sofá dominou minha sala, minha casa sua casa?
Abre a janela, deixa entrar à cinza, repousa, do lado de fora minha alma vazia, sadia, não olho pra baixo, depois do terceiro só me resta agonia.
Vejo no chão não há nada do céu, eu vejo no véu não há nada de são (loucos ou não?), um copo de café e a manteiga no pão, levanta, a hora passou mas nosso tempo ainda não, mude o nome no RG e fica fácil de ver que daqui pra lá pode ser um bom começo, pra criar nesse nada algo tão bom quanto tudo que desconheço, sem cálculo capaz de dizer qual o preço.
(Rafinha)
Chegou outro dia, deitou no sofá dominou minha sala, minha casa sua casa?
Abre a janela, deixa entrar à cinza, repousa, do lado de fora minha alma vazia, sadia, não olho pra baixo, depois do terceiro só me resta agonia.
Vejo no chão não há nada do céu, eu vejo no véu não há nada de são (loucos ou não?), um copo de café e a manteiga no pão, levanta, a hora passou mas nosso tempo ainda não, mude o nome no RG e fica fácil de ver que daqui pra lá pode ser um bom começo, pra criar nesse nada algo tão bom quanto tudo que desconheço, sem cálculo capaz de dizer qual o preço.
(Rafinha)
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Manifesto Interior
Queridos companheiros dessa pátria
Deixo essa luta para seguir com minha batalha
Sei que grandes homens ficaram para trás
Mas cada vez mais essa busca me completa
Sei que pensaram que seu capitão é covarde
Um tolo
Mas a razão está ofuscando a verdade que habita meu ser
A guerra que teria sido minha glória perdeu seu real valor
Tudo que me importa agora é voltar para minha origem
A velha casa
Poder sentar novamente em minha varanda
Acender meu cigarro
Olhar a chuva regando as plantas
Sentir o vento batendo no meu rosto
E observar que apesar de tudo
Apenas sinto falta do meu jardim
(Lelê)
Deixo essa luta para seguir com minha batalha
Sei que grandes homens ficaram para trás
Mas cada vez mais essa busca me completa
Sei que pensaram que seu capitão é covarde
Um tolo
Mas a razão está ofuscando a verdade que habita meu ser
A guerra que teria sido minha glória perdeu seu real valor
Tudo que me importa agora é voltar para minha origem
A velha casa
Poder sentar novamente em minha varanda
Acender meu cigarro
Olhar a chuva regando as plantas
Sentir o vento batendo no meu rosto
E observar que apesar de tudo
Apenas sinto falta do meu jardim
(Lelê)
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Tenho medo do que vejo
Às vezes acho que não sou normal.
Sento no meu quarto e vejo o jornal.
As vezes penso que perdi
Todo o meu tempo aqui.
Talvez o tempo parou pra mim.
Por que eu acho que tudo é tão ruim.
Perdi a noção do abstrato.
Me sinto como um rato encurralado.
Queria poder para de pensar.
No que perdi que não pude alcançar.
Não sei o que fazer com essa dor.
será que sou um fracassado ou um traidor.
E se eu perdesse a visão?
Será que tornaria invisível a solidão.
(Lelê)
Sento no meu quarto e vejo o jornal.
As vezes penso que perdi
Todo o meu tempo aqui.
Talvez o tempo parou pra mim.
Por que eu acho que tudo é tão ruim.
Perdi a noção do abstrato.
Me sinto como um rato encurralado.
Queria poder para de pensar.
No que perdi que não pude alcançar.
Não sei o que fazer com essa dor.
será que sou um fracassado ou um traidor.
E se eu perdesse a visão?
Será que tornaria invisível a solidão.
(Lelê)
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Pra que?
Pra que mentir sobre o que te agrada
Se as coisas não são como você quer.
Pra que voar tão alto no escuro
Se ir tão longe pode machucar.
E de repente alguém pode dizer
O que não querias escutar.
E mesmo estando tão certo de tudo
Uma mentira bem dita engana.
Pra que sentir a dor dos teus anseios
Se você preferi se acomodar.
Porque seu orgulho impede o desejo?
Se no fim você vai me culpar.
Ai então você distorce tudo
Dizendo q isso é tão normal.
Porque você ainda se esconde atrás do muro?
Se uma bendita mentira ainda engana.
(Lelê)
Se as coisas não são como você quer.
Pra que voar tão alto no escuro
Se ir tão longe pode machucar.
E de repente alguém pode dizer
O que não querias escutar.
E mesmo estando tão certo de tudo
Uma mentira bem dita engana.
Pra que sentir a dor dos teus anseios
Se você preferi se acomodar.
Porque seu orgulho impede o desejo?
Se no fim você vai me culpar.
Ai então você distorce tudo
Dizendo q isso é tão normal.
Porque você ainda se esconde atrás do muro?
Se uma bendita mentira ainda engana.
(Lelê)
Tropeço
Agora não dá mais.
Eu lutei contra minha vontade de querer te esquecer.
Estou confuso, não entendo o que falta em mim.
Talvez quis demais, apostei nas coincidências.
Tornei de todo bem um defeito incalculável.
Tinha vivido tanto em tão pouco tempo que não suportei a dor da dúvida.
Acho que você também.
Por isso Fugi sem pensar no que deixei.
Minha insônia é proporcional ao tamanho da culpa que até hoje não sei se existiu.
Mas talvez agora entenda o motivo.
A busca pela felicidade?
Sinto um frio cruzando a minha espinha.
Talvez começo enxergar onde tropecei.
A felicidade só existe se compartilhada.
E eu não tenho mais o que compartilhar com você.
(Lelê)
Eu lutei contra minha vontade de querer te esquecer.
Estou confuso, não entendo o que falta em mim.
Talvez quis demais, apostei nas coincidências.
Tornei de todo bem um defeito incalculável.
Tinha vivido tanto em tão pouco tempo que não suportei a dor da dúvida.
Acho que você também.
Por isso Fugi sem pensar no que deixei.
Minha insônia é proporcional ao tamanho da culpa que até hoje não sei se existiu.
Mas talvez agora entenda o motivo.
A busca pela felicidade?
Sinto um frio cruzando a minha espinha.
Talvez começo enxergar onde tropecei.
A felicidade só existe se compartilhada.
E eu não tenho mais o que compartilhar com você.
(Lelê)
terça-feira, 19 de outubro de 2010
A Menina
E nada mais me levará tão longe, e nada mais me fará sonhar outra vez, então não venha me dizer que não era pra ser assim, que era pra ser diferente.
- Eu cansei de ser você, eu preciso ser mais eu e deixar de me arrepender.
Eu que tanto quiz, e tentei, e falei, são momentos como esse que nos tornam maiores e mais fortes?
- Eu sempre te avisei que esse dia iria chegar.
A culpa não é minha, a culpa não é nossa, a culpa é do tempo que esqueceu de parar e nada mais vai ser pra sempre.
Sim, eu sei, todo começo é o início... do fim.
(Rafinha)
- Eu cansei de ser você, eu preciso ser mais eu e deixar de me arrepender.
Eu que tanto quiz, e tentei, e falei, são momentos como esse que nos tornam maiores e mais fortes?
- Eu sempre te avisei que esse dia iria chegar.
A culpa não é minha, a culpa não é nossa, a culpa é do tempo que esqueceu de parar e nada mais vai ser pra sempre.
Sim, eu sei, todo começo é o início... do fim.
(Rafinha)
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Sapatos
Eu não sei como me defender se não me sobra tempo nem pra amarrar os sapatos, então eu levanto o tapete e deposito mais um dia em minha coleção de retalhos, uma moldura desbotada, uma vida contada em pontos ligados através de traços.
Parei de olhar em todos os vidros, de me entregar a todos os vícios, como se a sorte, de passagem fosse ver e me prestar algum serviço, me permitir gozar de algum beneficio, e sair desse circo dos horrores pela porta da frente, livre dos medos, dos freios, dessa eterna dor de dente...
Espio um meio seguro, com o canto do olho de um lugar no subúrbio da minha história, uma parte restituída dos meus lapsos de memória, e o que vem no segundo posterior, como já se sabe, não mais demora, pra quem espera algum manifesto de compreensão foi dado o sinal, essa hora é agora.
(Rafinha)
Parei de olhar em todos os vidros, de me entregar a todos os vícios, como se a sorte, de passagem fosse ver e me prestar algum serviço, me permitir gozar de algum beneficio, e sair desse circo dos horrores pela porta da frente, livre dos medos, dos freios, dessa eterna dor de dente...
Espio um meio seguro, com o canto do olho de um lugar no subúrbio da minha história, uma parte restituída dos meus lapsos de memória, e o que vem no segundo posterior, como já se sabe, não mais demora, pra quem espera algum manifesto de compreensão foi dado o sinal, essa hora é agora.
(Rafinha)
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Palavras
As palavras não param nas próprias pernas, não sou eu quem paga sua sorte, a roleta nem de longe parece-me ser esporte. Trago pra perto, trago pra dentro, entenda o que voce quiser do meu jogo de palavras, não existe caminho certo, nao sou modesto, por isso insisto em dizer que voce nunca vai saber... Há algum beneficio em ser parecido com voce?
Não me faça rir, me faça crer, um dia a mais pra ser muito menos de voce, ter muito mais o que dizer, enfim, pra voce não me entender e continuar balançando a cabeça toda vez que eu te cobre mais destreza, mais pureza, menos dessa sua infindavel avareza.
(Rafinha)
Não me faça rir, me faça crer, um dia a mais pra ser muito menos de voce, ter muito mais o que dizer, enfim, pra voce não me entender e continuar balançando a cabeça toda vez que eu te cobre mais destreza, mais pureza, menos dessa sua infindavel avareza.
(Rafinha)
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
NDN
Um emaranhado, o homem-aranha ataca novamente e tudo passa atropelando a ordem, ontem, hoje, quando? Olho pra frente, tic tic tic, prendo no dente, faixa de pedestre, passa, explode, explode, explode entao pra ver o que acontece. Ficou preto e branco apesar de vir do mesmo lugar, de sempre, é, o "de sempre" me cansou, como sempre. E eu nao sei como, mas vou dizer, quando eu souber como fazer...
(Rafinha)
(Rafinha)
segunda-feira, 17 de maio de 2010
" O Mesmo"
Voce vê como isso passa, quanto é sem graça, quanto a gente muda?
E eu pensei ser normal, uma vez mais, outra virada, tanto faz...
Consegue dizer quantas vezes pensou, "está na hora de parar"?
Seguir em frente é um vício tão comum mas, antes de entrar, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar.
(Rafinha)
E eu pensei ser normal, uma vez mais, outra virada, tanto faz...
Consegue dizer quantas vezes pensou, "está na hora de parar"?
Seguir em frente é um vício tão comum mas, antes de entrar, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar.
(Rafinha)
domingo, 11 de abril de 2010
Forever and Ever
Passa, olha, ta longe e ainda faz barulho, alô, tudo bem?
Não é de agora, eu sempre imaginei, mas, daquele mesmo gosto ainda tem?
Não em qualquer canto, mas, precisa reduzir-se a tão pouco? Realizar, acreditar, o mundo não é feito por todos, e para todos, a nossa parte (?) vamos sonhar, se é o que nos resta, fazer festa e curtir a nossa suficiência, isso me interessa... Não tenha pressa, “posso ver que esta cansada e entendo seu mau humor, espero que não desista”.
Ser assim, sermos assim, fomos dias atrás, seremos sempre um pouco mais, e compartilharemos o bem que isso faz.
(Rafinha)
Não é de agora, eu sempre imaginei, mas, daquele mesmo gosto ainda tem?
Não em qualquer canto, mas, precisa reduzir-se a tão pouco? Realizar, acreditar, o mundo não é feito por todos, e para todos, a nossa parte (?) vamos sonhar, se é o que nos resta, fazer festa e curtir a nossa suficiência, isso me interessa... Não tenha pressa, “posso ver que esta cansada e entendo seu mau humor, espero que não desista”.
Ser assim, sermos assim, fomos dias atrás, seremos sempre um pouco mais, e compartilharemos o bem que isso faz.
(Rafinha)
domingo, 4 de abril de 2010
Boom
Um minuto de silêncio quase foi o resultado, sai pra lá, por um fio, por uma força superior, prefiro não pensar.
É frágil ser humano, é arriscado ser despreocupado, mais um segundo e poderia acabar com um mundo, mas não posso evitar sou assim, e por pouco poderiam dizer que ele era assim...
Girou, rolou, quase acabou, comigo. Eu sai sim, em xoque, engatinhando como um mísero animal que escapou da morte, naquele momento, eu me lembro sim, muito bem, adrenalina no sangue, ainda bem, nem vestígio dele fora das veias...Eu nasci e eu sei a oportunidade que tenho, alguém não quis, não era pra ser, mas estou aqui firme e forte, e isso só me prova que o mundo há de ser meu, uma vida pela frente, graças...
(Vini)
É frágil ser humano, é arriscado ser despreocupado, mais um segundo e poderia acabar com um mundo, mas não posso evitar sou assim, e por pouco poderiam dizer que ele era assim...
Girou, rolou, quase acabou, comigo. Eu sai sim, em xoque, engatinhando como um mísero animal que escapou da morte, naquele momento, eu me lembro sim, muito bem, adrenalina no sangue, ainda bem, nem vestígio dele fora das veias...Eu nasci e eu sei a oportunidade que tenho, alguém não quis, não era pra ser, mas estou aqui firme e forte, e isso só me prova que o mundo há de ser meu, uma vida pela frente, graças...
(Vini)
Vitória
Quando serei o que quero ser.
Quando eu decidir ser. Eu decidi.
Não, eu não me esqueço da onde vim, sei o que fui, o que sou e o que pretendo ser...Isso ninguém pode me tirar, e sei que isso já é muito mais do que a maioria imagina alcançar...
(Vini)
Quando eu decidir ser. Eu decidi.
Não, eu não me esqueço da onde vim, sei o que fui, o que sou e o que pretendo ser...Isso ninguém pode me tirar, e sei que isso já é muito mais do que a maioria imagina alcançar...
(Vini)
Direita x Esquerda
Sarcástico, simpático, enigmático, sou icognita em forma de carne, osso e alma...
Já me foram os dedos de quantas vezes contei os términos sem ao menos existir um começo. Um paralelo entre o certo e o errado, bondade ou maldade...
Como agir e pensar, o caos da descendência.
Esse Gene veio de fábrica...
(Vini)
Já me foram os dedos de quantas vezes contei os términos sem ao menos existir um começo. Um paralelo entre o certo e o errado, bondade ou maldade...
Como agir e pensar, o caos da descendência.
Esse Gene veio de fábrica...
(Vini)
terça-feira, 30 de março de 2010
Mercy
Quem sabe, quem vai dizer, se partirmos de uma suposta igualdade, seremos sempre desiguais. Entra dia, dia sai, e eu fico com a mesma mesa, a garrafa vazia e a alma vadia. E entao eu me deixo levar a sua "imagem e semelhança", é, isso nunca serviu pra mim... Nao que eu nao faça planos, nao tenha sonhos, a verdade é que eu sempre esqueço quando acordo, e ai ja ficou tarde, ja se fez alarde, eu nao sei quem me quer bem e só lembro de quem bate, é assim que é, faz parte...
(Rafinha)
(Rafinha)
terça-feira, 23 de março de 2010
Saiu Assim
Ja faz tanto tempo e eu nem sei mais, perplexo ainda assisto os sustos que a vida traz, e quem foi que disse que nunca acontece com a gente? Parei alguns momentos, ainda assim esta dificil respirar... É tao errado ter voz? Ha quem diga que sim.
Eu ainda busco mais, sinto mais, preciso de mais, uma certa liberdade, me perder, me mudar de cidade, quem sabe, ainda acho cedo pra pensar nisso, nao me recuperei do baque inicial, nem sei se fiquei realmente sentido, me parece distante, mas, ainda bem que ja nao sou o mesmo de antes...
(Rafinha)
Eu ainda busco mais, sinto mais, preciso de mais, uma certa liberdade, me perder, me mudar de cidade, quem sabe, ainda acho cedo pra pensar nisso, nao me recuperei do baque inicial, nem sei se fiquei realmente sentido, me parece distante, mas, ainda bem que ja nao sou o mesmo de antes...
(Rafinha)
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
A falta que o pouco faz...
É essa falta que me faz, a sensação que não vem mais, esse vazio que traz e ninguém vem por lá ou aqui, seguindo lado a lado comigo e sem sentido...
Olha, veja bem, quanto pode ser e quanto vai custar, sinceramente só o tempo sabe quanto irá demorar...
Desde lá, eu venho a procurar com quanto eu posso e aonde chego, esse assim ou assado, investindo em outras coisas que trazem outro resultado...
Eu sei, tudo é muito pouco, pouco não é tudo, mas e a falta que o pouco faz?
(Vini)
Olha, veja bem, quanto pode ser e quanto vai custar, sinceramente só o tempo sabe quanto irá demorar...
Desde lá, eu venho a procurar com quanto eu posso e aonde chego, esse assim ou assado, investindo em outras coisas que trazem outro resultado...
Eu sei, tudo é muito pouco, pouco não é tudo, mas e a falta que o pouco faz?
(Vini)
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
2010
Começou, e que termine a pressão, recupere o tesão, desvie a atenção dos meus passos. Abri com novas intenções, menores intervenções e um senso de proteção cada vez menor, soltar as amarras. Libertar-me-ei de maiores pretensões, sigo tranqüilo, sozinho enquanto possível, soprando minha vontade em baixo tom, sem promessas, sem pular o mar e sem olhar pra trás.
(Rafinha)
(Rafinha)
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