sábado, 31 de janeiro de 2009

Até aqui...

Eu sei que já falei de mais, espalhei pensamentos e teses pelo mundo...
Mas acredito que deveria escutar, refletir sobre o que tantas cabeças tem pra expressar...
Sim, eu mudaria algumas coisas, aceitaria ao invés de impor vontades do ego...
Porém, não me arrependo ou lamento, acredito que na grande parte fiz o certo...
Já são novos os pensamentos e planos, minha visão mais e mais analítica, eu não diria crítica...
Sou observador, capto no ar, é como um radar que veio de nascença...
Acredito num amanhã, ponho fé no agora, que não demora a mostrar, os fatos corriqueiros que gritam alto aos meus ouvidos passando sinais, iluminam os caminhos...
Nessa caminhada, tanta gente, milhões de universos a parte, mentes pensantes, histórias, alegrias e tristezas, derrotas e vitórias...
Sigo firme com minhas crenças, ah como sigo...

(Vini)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Santos

Passa por aqui e vem olhar o mar, é eu sei, quem me viu e quem me vê falar, hoje eu consigo sentar e não preciso ignorar ouvindo alguém reclamar, vem comigo deixa eu te mostrar... Traz uma cerveja e deixa aqui na mesa que o papo hoje vai longe, o riso é fácil e eu sinto saudade, sim faz parte eu sei, mas ninguém me explicou essa parte de saber e mesmo assim não conseguir conter, mas é pro bem, é pro sonho se tornar realidade, é meu mas não é por vaidade... Ninguém sabe o que cada um passa nessa vida, o que nos motiva, ou ate mesmo o que nos cativa, mas que a vida só pode ser vivida quando voluntariamente dividida sem hora de chegada, sem sinal de partida, o único som que importa é da batida das ondas quebrando de ponta a ponta enquanto eu me pego olhando o que você não conta mas que eu sei que ainda te desmonta.

(Rafinha)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Hoje eu não estou propício a charmes e dengos exagerados...
Já cansei de te ouvir falar de mais sobre coisas que você é de menos, não quero e não perco tempo com seu papo de como a vida muda e como se cresce e amadurece...
Poupe-me de ter que enxergar essa casca, mascara manjada...
Não adianta, pode falar, gritar, espernear feito uma criança sem seu brinquedo...

(Vini)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

De Graça

Se partisse pra dizer que ficaram por aqui os mesmos livros, os copos pra lavar, os discos pra tocar, eu não volto por nada, cabeça de amigo não me faz escada, se perde somente aquilo que fica escondido, resolvido, explicado e descumprido, tira o olho do seu umbigo que na minha terra o cachorro morre no grito. E nós sabemos que um dia ela chega, que ela sempre aparece e quem bate se esquece na certeza de que passa mas a vida é sobe desce e pra quem esta na massa a resposta vem de graça, abre o olho e da a cara que a pedra na vidraça derruba a sua casa...

(Rafinha)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Ciclo...

É, você mesmo aí, quantas vezes já pensou em fugir?
E disse pra si mesmo que não era daqui?
Que no momento de fúria ou desespero, algo sem sentido que te faz encarar e descobrir suas respostas...Pouco importa seu método sua lei...Será que você já sentiu medo?
Eu não fujo, não dou a cara pra bater, não me importa, não revogo e não desminto nada aqui...
Eu quero ver pegar fogo eu quero mais uma vez sempre mais um pouco...
Gosto, gosto sim, de um jeito ou de outro, um castelo que desaba, uma mente desabafa, num obscuro maquiavélico onde se ri e chora, onde a calma as vezes demora...
Onde foi que se escondeu a inocência de um olhar?
Uma boca jovem a proclamar mais um ideal que veio pra ficar?
Onde estão os líderes, polêmicos e anarquistas?
É sempre assim, me transporto, desintegro, pra não esquecer de onde vim, pra não perder as verdades que existem em mim...
Vamos gastar algumas horas, uns momentos, me acende um cigarro, eu vou ao banheiro, pra dizer que eu não quero nada mais que isso...

(Vini)

domingo, 11 de janeiro de 2009

MAIS UM

Se foi.
Cruzou meu caminho feito roda muinho girou, girou e girou.
Me arrasto pra perto dele.
Revirou minha alma.
Transtornou meu coração.
Transformou – se em vento.
Vento forte, ventania.
Bateu no meu peito, quase me derrubou, e se foi como um sopro.
Hoje minhas costas doem mais.
O fardo ficou mais pesado.
Perdi alguém que me ajudava a suportar o peso.
Tal peso que de tão grande tornou-se dor.
Mas isso nunca vai mudar
Muitos vem e vão.
Alguns vem e ficam por pouco tempo.
Outros passam batido, nem se nota.
Mas alguns vêm e ficam.
Sem medo de perder o horário.
Sem ter medo de serem notados.
Sem ter pretensões.
Apenas ficam do seu lado.
Querem te levar nos ombros.
Mostrar que o fardo é bem menor do que você pensa.
Talvez tudo nessa linha de pensamento, de tempo, tenha um motivo...
Mas ai eles acabam escampando entre nossos dedos.
E para nos que ficamos, só resta o fardo.
Que como eu já disse, vai ficando pesado.
Seus braços vão adormecendo e começam a doer.
Mas essa dor é insignificante perto da dor da...
...SAUDADE!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Meu Tempo

Sei que serei esquecido como um velho livro em cima da estante.
As cinzas do tempo me protegem do frio.
O escuro serve-me de pranto.
O tempo escorre em minhas páginas.
O relógio marca um novo dia.
Será que permaneço?
Olho um foco de luz que pulsa...
Pulsa...
Pulsa...
Pulsa...
A nostalgia toma conta das palavras, apesar de estar aqui.
Quilos são cunhados em gramas.
O sorriso amarelo e o olhar, frio e cansado, refletem marcas do passado.
Marcas deixadas por vocês.
Sicatrizes que são formas irreversíveis de nossas virtudes, experiências e feitos.
Traços destinados a marcar nosso presente e futuro.
Mas que presente?
O tempo não parou nesse instante.
Só acredito em passado e futuro.
O presente é uma forma de segurança ou alívio?
Não sei...
Será o presente uma fuga?
“O passado morreu! Eu vivo o presente! O futuro a deus pertence!”
Besteira!
O passado pode te matar.
O futuro te enlouquecer.
O compasso do relógio esta devagar.
Quase parou.
Ainda estou preso a essa estante.
Isto é pra sempre?

(Lelê)



segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ah, e agora...

Eu não sei quantas vezes pensei e nem porque tudo foi dito...
Mas eu digo, que o tempo é aliado da razão, você pode acreditar ou não...
Mais um ano virou, passou, ficou como aprendizado, e eu jamais enxergo como passado...
Há muito tempo o meu falar esconde algo, é como um palco, um interprete confuso, com marcas de outros dias, outras ocasiões...
Mas já não vem ao caso, seria assim mesmo ou apenas mero acaso?
Pra não dizer que o orgulho é mais forte deixo isso aqui como suporte, pra esbarrar no teu ombro te olhar de cima a baixo, dou aquele meio sorriso e você vê até onde posso ir, até onde eu aguento...
Você mal pode imaginar, penetrar minha mente, que este par de olhos enigmáticos podem te levar ao céu ou simplesmente rasgar seus sonhos como papel barato...E aí? Tem coragem ou tudo já mudou em apenas poucos dias?

(Vini)

sábado, 3 de janeiro de 2009

Bilhete

Passa e não fala, eu não falo... Não deixe que seja, eu nem vi acontecer, as vezes acho que eu até consegui dormir, você me viu sonhar? O trem de um lado, e o que é que tem do outro senão mato, muro, concreto puro, talvez, seja tudo mesmo questão de orgulho.
Eu comecei com um impulso, pensando ter um plano mas é o pulso quem escreve agora, as coisas que penso e que por mais que estejam do lado de fora me fazem propenso a não continuar agora com a determinação daquela hora...
Eu sei que eu odeio me sentir assim.

(Rafinha)