quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Elo

Será que existe algum elo que possa passar sem ser percebido enquanto importância? Ou tudo que importa se sente, se aprende, se integra? Peregrino por estes corredores de escuridão absoluta, não porque seja realmente obscuro, mas acredito que seja por falta de resposta que sirva, de objetividade que cumpra o papel de ser positiva.
Não há a mínima intenção em utilizar-me de metalinguagem, de pseudo-conhecimento, o fato é que não existe tarefa mais penosa do que esta que me propus a desempenhar antes dos olhos estarem fechados, são trilhas e mais trilhas de puro abandono, de pessoas sem sono mas que parecem nunca acordar.
Vale então a pena Winston, deixar de ser humano? Mesmo que seja por alguns segundos?


(Rafinha)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

TIC TAC

Tento manter os olhos abertos e não deixar o cansaço bater, nem sempre é fácil, não finjo que gosto desse inimigo sem rosto que visa poupar o esforço na ânsia de não me deixar vencer. Não passa, não chega, não há o que baste para satisfazer esse meu ser, convicto, aflito, ativo, buscando espaço em um tempo restrito e com um poder infinito em salvar o verbo de escapar antes da hora, de sair fora de ritmo. O foco e a disciplina são partes constantes dessa extenuante rotina, quem diria, me vejo no espelho palitando os meus dias, engolindo morfina, transpirando adrenalina...

(Rafinha)