segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Gritos no Silêncio

Por que faz isso comigo?
Quer minha vida inteira
Mas não deixa eu colar os cacos da tua.
Você gosta de tirar meu sono.
Meu cinzeiro esta cheio de memórias suas.
Tento acreditar que não faz por mau.
Mas as vezes mesmo sendo a última
A esperança ainda morre.
Concerteza leva um pedaço meu.
Inútil me sinto agora.
Ignorante vejo sua vida passar la fora.
Não quero te perder para uma memória mal escrita.
As vezes eu penso em deixar cair.
Fechar os olhos e soltar sua mão.
Mas o que é o pensar perto da angustia da vontade.
Você não entende a minha qualidade moral particular.
Meu corpo inteiro grita
Minha voz ecoa por todas as paredes dessa casa.
Será que ela esta bem?
Tentar te salvar é uma de minhas virtudes...


(Lelê)

Gaveta do Passado

Hey você!
Lembra como as coisas eram?
Lembra como você sorria?
Não importa onde estava.
Você queria sempre mais.
Tirava sarro dos limites.
Não tinha medo de envelhecer.
Mal sabia se amanha iria chover.
Tudo que queria bastava ser.
Tudo que sentia bastava tocar.
Você fazia com que funcionasse.
A virtude o fazia rebelde.
você lembra como o tempo não fazia diferença?
A vontade de crescer era incontestável.
Sonhos de veludo.
Sua vida era lúdica.
Sua vitória era tão macia.
Seus pais ainda não usavam seu nome
Você era muito mais claro.
Mil vezes mais Simples.
Teu olhar não tirava meu sono.
Seu lábio não tinha sangue.
Nem conhecia o cheiro da vingança.
Mas uma coisa você tinha certeza.
Que um dia iria me procurar.
Você sabia que não conseguiria me desprezar.
É difícil lutar sozinho né?
Você não imaginava que sua única chave seria você mesmo.
Nem que um dia precisaríamos ter essa conversa.
Mas isso não importa.
Estarei com você.
Até que a morte nos separe.


(Lelê)

Sobrevivo

Sempre passa perto
entre o sim e o não
Talvez passe depressa
O que resta?
O que sempre detesta
Depressa, passa rápido
Se esquiva, encolhe
E o que escolhe?

Relaxa e senta
Puxa e pensa
Na mesa papéis
Endereços infiéis
Sera que eu encontro?
o que tira o incomodo
ou vou acabar achando
outro corpo
embaixo dos escombros

Desencana desse ponto
Hoje Percisto em seguir
Desconheço o medo
Creço no descompasso do travesso
Por eles não abaixo a minha guarda
Por eles morro na batalha

Desagua rio de incertezas
Dessa mesa so levo o retrato
Que de fato foi o pouco que sobrou
Mas é desse quinhão que eu preciso
Pra correr o risco
De acender a fagulha
De saber se a veia aguenta
Fugir da agulha

Mas se ela voltar?
Eu bato, rebato
Tranco, reluto
Desligo o ceular, deixo o telefone mudo
Acendo o cigarro, dou um trago
O estrago nao vai ser tão amargo
Apago o que escrevi em desespero
E espero que comemorem esse enterro
Pois dessa eu tenho que sair inteiro
Deixo aqui minhas sinceras desculpas
Por um dia ter desistido da luta.

(Lelê)

Nostálgia Hidropônica

Adivinha,
Quem fazia tempo que não aparecia?
Estampado no rosto.
Onomatopéias do riso.
Verdades inconseqüentes.
Brusca noite extravagante.
Flui intensamente como antes.
Não consigo conter tanta ansiedade
Como não pude voltar aqui antes?
De pulo de gato a marotagem intuitiva.
Um curta metragem retrospectivo.
Coragem de escolher ser assim.
Liberdade incondicional de estar.
Hoje me desprendo do mundo.
Voracidade nas palavras.
Não vou fingir te esquecer.
Deixa pra amanhã.
Nosso filme não esta mais em cartas mesmo.
A lente não ofuscou nosso brilho.
Os demônios estão de folga.


(Lelê)

Calcanhar de Cânhamo

A muito tempo eu engulo o amargo
Meu sangue ja não tem o mesmo gosto
O cigarro seca minha garganta
O álcool desequilibra o meu ego
Quando o fogo se apaga, perco a noção do tempo
Meu semblante Pálido ganha cor
Já não sinto mais meus pés no chão
Um leve desconforto se apodera dos meus ombros
E eu sinto
Eu vejo
Porque prefiro estar assim?
Longe DE TODOS
Perto DO FIM
Alto
Baixo
Doce CURTO E EXTREMO
Salgado MAR DA SALDADE
O que é importante quando não se quer mais?
Sujo DE DESGOSTO
Limpo DA VERDADE
Seco DE SABEDORIA
Molhado DE VINGANÇA
Qual é o preço a pagar?
Espasmos
Metáforas
Sede
Fome
quer saber?
Deixa queimar!

(Lelê)

Tiro Pela Culatra

Como você gosta desse lugar
Tudo impecável
Tudo em seu lugar
Como você consegue botar a cabeça no travesseiro e dormir
Como você pode ser tão egoísta
Como pode ser tao covarde
Acho que você não eperava que eu chegasse ate aqui
Na verdade acho que você torcia para eu chegar até onde cheguei
Só para poder me descartar
Só que eu cheguei
Mas não vim de mãos abanando
Te trouce um presente
Um presente do passado
Uma lembrança!
HAHA você está compreendendo meu sorriso
Acho que você encherga o brilho da jogada em meus olhos
Pensou que era só conversa fiada
Coitado
Sabe qual a fraquesa de um Valente?
O próprio covarde
O que você sempre tentou me tornar?
Risos...
Engraçado como teu semblante mudou de cor
Sinto cheiro de medo
Como você foi tão ingênuo
Depois de tudo que você me fez passar
Te vejo emplorando para eu nao sujar seu tapete...


(Lelê)

Strange Day

Deixa assim
Você vai e vem
Sabe que sempre tem
Não consegue se segurar
Já ta aqui pensando em outro lugar

Nem sempre diz o que sente
Prefere aguentar sozinho
Tem medo de ferir seu bem
Não entende o que foi dito

Espero que um dia ouça
Espero que um dia veja
Espero que não desista
Espero que valha a pena

Amanhã nos encontramos
Pra tentar outra vez
O que me resta é acreditar
Que se um dia foi bom
Tudo tende a prosperar


(Lelê)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Enjoy The Silence

Saudades de quando não conhecia você
Porque não te reconheço mais
Só vejo seus vultos espalhados pelos cantos dessa casa
Se essas paredes te contassem
Quanto sobra de mim quando você se vai
Se essas bitucas pudessem gritar
Cada vez que eu queimei o tempo esperando ouvir sua voz
Se essas janelas Vissem Quantas vezes
sussurrei seu nome ao vento
Talvez você desejaria estar aqui
Você esta me afogando em suas mentiras
Cada vez que não consigo entender suas atitudes
Não consigo respirar
Eu tinha um grande vazio
Na minha vida faltava uma nota... um timbre
Você cantou essa nota enquanto fechava meus olhos
Quando finalmente estava pronto pra voltar a enxergar
Você desafinou
Rompeu a ultima corda da minha guitarra
E o que sobrou foram apenas ecos
Que destoam no meu interior
Ecoam enquanto eu tento dormir
Isso me consome dia após dia
A lâmina na carne dói bem menos
Pior do que morrer, é ser morto por algo que deixou de existir
Pior do que deixar de existir, é nunca ter existido


(Lelê)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sem Querer

Não é sempre que eu consigo dizer o que quero, não que eu não tente, os dias passam e as regras permanecem inalteradas mesmo em jogos diferentes. E assim segue cada qual pro seu lado, e a esperança de termos 10 anos de novo reflete, na janela embaçada, no transito parado, dentro do carro. Falta de mobilidade, queda-se inerte nossa vontade de agir, resgate, disque-denuncia, 190, o complexo do alemão, quantas noticias circulam, e a gente se agarra com força pra não ser levado no olho de nosso próprio furacão.
Jamais serei quem você pensou que eu fosse, não tenho respostas, não enfrento as perguntas, prefiro a bagunça a ter que organizar minhas dúvidas, lacunas, fagulhas, misturas, que alguém tenha piedade da minha falta de habilidade em digerir vossas lamúrias.


(Rafinha)