Sempre passa perto
entre o sim e o não
Talvez passe depressa
O que resta?
O que sempre detesta
Depressa, passa rápido
Se esquiva, encolhe
E o que escolhe?
Relaxa e senta
Puxa e pensa
Na mesa papéis
Endereços infiéis
Sera que eu encontro?
o que tira o incomodo
ou vou acabar achando
outro corpo
embaixo dos escombros
Desencana desse ponto
Hoje Percisto em seguir
Desconheço o medo
Creço no descompasso do travesso
Por eles não abaixo a minha guarda
Por eles morro na batalha
Desagua rio de incertezas
Dessa mesa so levo o retrato
Que de fato foi o pouco que sobrou
Mas é desse quinhão que eu preciso
Pra correr o risco
De acender a fagulha
De saber se a veia aguenta
Fugir da agulha
Mas se ela voltar?
Eu bato, rebato
Tranco, reluto
Desligo o ceular, deixo o telefone mudo
Acendo o cigarro, dou um trago
O estrago nao vai ser tão amargo
Apago o que escrevi em desespero
E espero que comemorem esse enterro
Pois dessa eu tenho que sair inteiro
Deixo aqui minhas sinceras desculpas
Por um dia ter desistido da luta.
(Lelê)
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
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