domingo, 11 de janeiro de 2009

MAIS UM

Se foi.
Cruzou meu caminho feito roda muinho girou, girou e girou.
Me arrasto pra perto dele.
Revirou minha alma.
Transtornou meu coração.
Transformou – se em vento.
Vento forte, ventania.
Bateu no meu peito, quase me derrubou, e se foi como um sopro.
Hoje minhas costas doem mais.
O fardo ficou mais pesado.
Perdi alguém que me ajudava a suportar o peso.
Tal peso que de tão grande tornou-se dor.
Mas isso nunca vai mudar
Muitos vem e vão.
Alguns vem e ficam por pouco tempo.
Outros passam batido, nem se nota.
Mas alguns vêm e ficam.
Sem medo de perder o horário.
Sem ter medo de serem notados.
Sem ter pretensões.
Apenas ficam do seu lado.
Querem te levar nos ombros.
Mostrar que o fardo é bem menor do que você pensa.
Talvez tudo nessa linha de pensamento, de tempo, tenha um motivo...
Mas ai eles acabam escampando entre nossos dedos.
E para nos que ficamos, só resta o fardo.
Que como eu já disse, vai ficando pesado.
Seus braços vão adormecendo e começam a doer.
Mas essa dor é insignificante perto da dor da...
...SAUDADE!

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