segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Nada

Mais uma vez essa busca por nada, até quando o nada?
Chegou outro dia, deitou no sofá dominou minha sala, minha casa sua casa?
Abre a janela, deixa entrar à cinza, repousa, do lado de fora minha alma vazia, sadia, não olho pra baixo, depois do terceiro só me resta agonia.
Vejo no chão não há nada do céu, eu vejo no véu não há nada de são (loucos ou não?), um copo de café e a manteiga no pão, levanta, a hora passou mas nosso tempo ainda não, mude o nome no RG e fica fácil de ver que daqui pra lá pode ser um bom começo, pra criar nesse nada algo tão bom quanto tudo que desconheço, sem cálculo capaz de dizer qual o preço.


(Rafinha)

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